terça-feira, 26 de julho de 2011

Make Me Wanna Die.

Silena queria fazê-lo pagar. Por culpa dele, ela era a traidora. Ela não estava totalmente em sã consciência, pois o que desejava era vingança.

“Cuidado Silena, quando você quer combater um monstro, deves tomar cuidado para não se tornar um.” Clarisse falou, quando Silena disse que iria atrás de Luke. Clarisse não resolveu impedi-la, apenas deu-lhe este aviso, que agora viera na mente de Silena.

— Você vai pagar por isso. Você vai pagar por ter feito com que eu colocasse tantas vidas em risco. — Ela falava, olhando para uma foto recente de Luke. Depois de meses investigando, ela finalmente achara o esconderijo dele. Silena não tirava o pé do acelerador por nada, ela esperara muito tempo por isso, não agüentava mais.

...


Finalmente ela chegou ao seu destino. Sorriu maleficamente. Caso seu plano não desse certo, ela tinha um reserva. Jogou gasolina na frente da mansão em que Luke estava. Chutou a porta, que se abriu com violência.

Eu tinha futuro. Eu poderia ser uma heroína. Mas não, virei à traidora por causa daquele traste. Ela pensava.

Subiu as escadas e correu para o quarto. Ela tinha a planta exata daquela mansão, pois Annabeth que a projetou. Roubara a planta quando Annabeth tinha saído com Percy. Coisa fácil, pensou Silena.

— Luke, Luke, aqui estamos nós. — Silena falou, quando o viu deitado em sua cama. Luke acordou.

— Silena! O que você está fazendo aqui? — Ele disse, assustado, mas em sua voz tinha um tom de brincadeira, como se fossemos velhos amigos.

— Eu? Vim resolver certos problemas.

Luke olhou-a nos olhos. Ele sabia que ela viera lhe matar. Seus olhos suplicavam perdão, mas ela não queria aquilo. Ela não desistiria da sua vingança por nada, nem que aquilo lhe custasse a própria vida.

Silena pegou uma espada. Ela queria matá-lo da maneira que tirou a vida de vários semideuses. Andou lentamente, pois queria gravar cada momento sem sua mente.

— Não me olhe deste jeito, como um cachorro. Eu não vou te perdoar. Você me transformou na traidora. E está na hora de eu vingar aqueles que morreram por minha culpa.

— Você não resiste aos meus olhos. — “Malditos sejam os poetas que dizem que os olhos são a janela da alma”, ela pensou.

— Não mesmo. Quando eu olho para eles, sinto a plena vontade de morrer. Mas seria uma pena morrer sem você estar morto também. — Atravessou a espada pela sua garganta. O sangue escorreu pelos lençóis. Silena se sentiu completa.

Saiu dali, após deslumbrar sua obra de arte. Pegou um fósforo e acendeu-o. Jogou-o na gasolina, e viu tudo ficar em chamas. O calor delas só fazia com que Silena ficasse mais feliz, sem nenhum arrependimento.

Your eyes, your eyes,
I can see in your eyes,
Your eyes, everything in your eyes,
Your eyes.
You make me wanna die.

Texto inspirado na música Make Me Wanna Die - The Pretty Reckless;
fanfiction de Percy Jackson & Os Olimpianos;
postado originalmente aqui.
Nothing Lasts Forever.

Nada é para sempre. As flores murcham. Os corações param. As estrelas se apagam. O Sol se põe. E renasce. Sorte a dele, poder voltar sempre. Não somos assim. A espera me desgastou. Amadureci. Da pior maneira, mas sim, aprendi a lidar com essa situação. Eu sempre fui invisível, principalmente para ti. Isso nunca vai mudar. E eu convivia com esse sentimento guardado em meu peito, que também transbordava pelas minhas lágrimas.

Os diálogos encurtaram-se. Nada mais que um “Oi”, muito menos um “como vai você?”. Dane-se a educação, nunca mais perguntei isso pra ti. E quando tu perguntavas para mim? Apenas um resumido “não”. Tu não te atrevias a perguntar o que me fazia mal como antigamente. Talvez eu nunca te dissesse o porquê, com medo. Talvez tu soubesses que sempre foi você. Talvez. Nada de certezas. Pois certezas não duram. Nada dura. Nada é para sempre. Nada permanecerá.

Apenas o Sol. Não sei se ele se apagará. Mas acho que ele é eterno. Ele é a luz. A esperança. Coisa que eu não tenho mais. Pois nem a minha esperança durou. Nada durou. Tudo se transformou. Esperança em mágoa, sorrisos em lágrimas, espera em decepção.

Eu queria voltar ao passado. Quando ainda havia brincadeiras, quando ainda havia risadas. Quando eu ainda tinha dúvidas. Mas e daí? Eu gostaria de voltar, para dizer a mim mesma para ficar apenas com as dúvidas. Mas eu tinha sede de resposta. Fui obcecada por aquilo. Descobri o que não queria. Descobri que amas outra.

E como eu falei, nada dura para sempre. Nem as minhas dúvidas. Mas eu queria que algo durasse para sempre. O nosso amor. Mas ele nunca aconteceria. E nem nunca acontecerá. E por saber que ele nunca vai acontecer, ele nunca vai acabar. Nunca.
Texto originalmente postado aqui; inspirado na música Nothing Lasts Forever - Maroon 5.